domingo, 14 de outubro de 2012

As Virgens Suicidas

 "(...) o Dr. Armonson suturou as feridas dos pulsos. Cinco minutos depois da transfusão, declarou-a fora de perigo. Segurando-lhe o queixo, disse:

- O que é que você está fazendo aqui, meu bem? você nem tem sequer idade para saber como a vida fica ruim depois.
- E foi então que, oralmente, Cecília deu aquela que haveria de ser a única explicação de suicida, uma explicação inútil naquele momento, já que ia viver:
- Evidentemente, doutor - disse -, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos".

Uma das capas da edição brasileira 

Seguindo a série de leituras de livros que deram origens a filmes, acabei de ler As Virgens Suicidas (The Suicides Virgin)“, de Jeffrey Eugenides que deu origem ao primeiro longa-metragem de Sofia Coppola. A diretora inclusive soube tratar com sensibilidade a temática trazida no livro, sendo também fiel à narrativa. 



Filme de Sofia Coppola

O livro é muito bem escrito e rico em detalhes. Recomendo à leitura para aqueles que são fascinados pela morte e para àqueles que pretender tentar compreender a melancolia. E também a quem simplesmente deseja uma boa leitura.


Cena de "As virgens suicidas"

O que arrastavam atrás de si não era a vida, que é sempre vencida pela morte natural, mas a mais trivial lista de fatos mundanos: um relógio na parede marcando seu tique-taque, um quarto em penumbra num fim de tarde, e a afronta de um ser humano pensando apenas em si que encosta mesmo. Seu cérebro apagando-se para o resto, mas chamejando em exatos pontos de dor, feridas pessoais, sonhos perdidos.(...) Não podíamos imaginar o vazio de uma criatura uma navalha nos pulsos e abre as veias, o vazio e a calma.”

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